Vamos harmonizar? #winetips

E já que o friozinho chegou fica bem mais agradável falarmos sobre vinho e agora  com nosso segundo encontro da confraria se aproximando resolvi me arriscar nos meus palpites enogastronômicos , dai a minha idéia do post de hoje, porque conhecer um pouco sobre vinhos é muito mais simples do que imaginamos.

“Mas por que conhecer sobre os vinhos e sua harmonização, eu bebo e pronto” , é o que eu ouço com frequência. Eu não sou grande conhecedora dos vinhos, como já mencionei, mas sou uma apreciadora e portanto estou sempre atenta aos comentários de quem conhece e sempre que tenho oportunidade faço algum curso ou participo de alguma degustação e eventos relacionados.

Aprender o básico sobre harmonização nos ajuda a extrair o melhor do vinho e do prato que o acompanha, então vamos lá.

Quando for abrir um vinho para acompanhar uma refeição pense primeiro no que vai comer e depois escolha que tipo de uva e não se preocupe neste momento com a região ou produtor ou se for um “vinho barato”, pois é assim que iniciamos. Quando alguém me pergunta que vinho quero beber eu costumo responder: o que vamos comer? E qual a razão disto? Muito simples.

Quantas vezes você não disse ou ouviu que o vinho era ruim? Sim, porque nunca acusamos a comida de estar ruim ou errada, pois então. Geralmente o  vinho também  é bom, a sua escolha de combinação é que não foi das melhores, ou foi mal orientada.

Carne vermelha e vinho tinto combinam e pronto. Não é bem assim. Fatores como gordura ou a suculência das carnes influenciam no sabor final desta combinação e daí o termo harmonização, afinal o que vive em harmonia fui melhor.

A  dica de hoje é o contra filé e para ficar dos deuses aqui vai. Esta carne tem dois cortes famosos,o chorizo e o ancho. Hoje vamos de chorizo,  parte mais próxima do traseiro do animal, é uma carne mais compacta, menos gordurosa e menos macia que o bife ancho, porém igualmente saborosa.

Aqui podemos pensar em tintos com maior tanino, que deve agir com mais propriedade frente à suculência e fibrosidade da carne.

Vinhos como Cabernet Sauvignon, Tannat e Petit Verdot são extremamente apropriados.

O importante é percebermos que quando o teor de gordura intrínseca à carne aumenta, há necessidade de maior acidez do vinho, sem que os taninos sejam tão evidentes, que seria o caso do ancho. Mas este será nosso próximo post.

O vinho harmonizado com o bife de chorizo da foto, que eu saboreei com imenso prazer é um  chileno, Montes reserva 2014 cabernet sauvignon, um vinho na faixa $ 70,00 e portanto bem acessível.

Viu só? Não precisamos ser expert em vinhos, ou sommeliers e nem mesmo investir uma grande quantia para que o melhor dele seja extraído.

Assim pude extrair o melhor com meu filé acompanhado de vinho.

 

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