Compulsão alimentar – eu tenho

“Compulsão alimentar é uma doença mental em que a pessoa sente a necessidade de comer, mesmo quando não está com fome, e que não deixa de se alimentar apesar de já estar satisfeita. Pessoas com compulsão alimentar comem grandes quantidades de alimentos em pouco tempo.”

Achei perfeita esta definição de compulsão alimentar, principalmente porque levei muitos anos para qualificar a mim mesma como comedora compulsiva, no meu caso em uma categoria especifica: doces, bolos, chocolates. Sou o tipo de pessoa que não come um brigadeiro, mas a bandeja toda, abro mão de um prato de comida por um doce.

Confesso que me envergonho disso, então somente pessoas muito próximas a mim já tiverem a oportunidade de presenciar este vício. Sim, um vício. 47b799_0ecede1c518646fdb21c0e19e75ea4c0-mv2

Comecei ler sobre este assunto e vi que parar de comer os doces quando eu me encontro ansiosa é tão difícil para mim como para um alcoolotra parar de beber. Exagero? Não no momento em que você souber a quantidade de açúcar que já cheguei a ingerir em menos de duas horas.

 Enfim, venho tentando descobrir em que fase da minha vida remonta o hábito de recorrer ao açúcar sempre que me frustro ou me decepciono  e busco prazer e conforto no açúcar.

Então você me pergunta como mantenho meu peso. Fora destes dias de “ataque” eu mantenho uma alimentação super saudável e moderada. Minha gula não se estende aos pratos salgados, mas a química exercida pelo açúcar metabolizado  no cérebro.

Para se ter uma ideia o quantidade que ingiro é tão grande que no dia subsequente meu estado é igual ao de uma ressaca alcoolica. Imagine o organismo tendo que metabolizar tanta glicose!47b799_954c7aabd3d94443b6a2108f9f8ad472-mv2

Me peguei na mesma situação de pessoas que precisam deixar a bebida, a droga ou fazer dieta para perder peso. A dificuldade é a mesma. Qualquer frustração e vem a recaída.

 Deixei de ter guloseimas em casa e em um momento de “larica” peguei o carro e fui na padaria comprei chocolates, sorvetes, doces e enquanto escolhia o que levar e me dirigia ao caixa eu já ia comendo alguns deles.

Enquanto estes abusos aconteciam uma vez a cada 10 ou 15 dias eu não ligava, mas recentemente me peguei em uma situação muito triste.

Em uma segunda feira normal fiz uma reunião  em uma boulangerie da cidade que durou cerca de duas horas. Quando passei pelo caixa minha conta era de $124,50, sendo que eu havia bebido três cafés expressos e o resto eram em doces, aqueles maravilhosos da vitrine. Dois dias depois, ou seja, na quarta feira sai do trabalho e parei na conveniência do posto na esquina e comprei um pão de mel com cobertura de chocolate, um sorvete Magnun, uma barrinha de chocolate Laka oreo e um kit kat e também um pacote de cookies com cobertura de chocolate e isto foi para eu ir comento até chegar no mercado perto de casa, onde comprei um pote de sorvete de doce de leite, farofa para sorvete, cobertura de caramelo, suspiro, balas de coco gelada  e uma barra grande de Laka oreo. Fazendo isto duas vezes na semana eu fiquei imprestável .Resultado: produtividade zero! Quem consegue ter um dia normal de trabalho após ter ingerido quantidades tão grandes de glicose pura!!! 47b799_576d6a9e335a4942a21dbd2559189a00-mv2

 Realmente não dá para produzir no dia seguinte, o corpo humano é uma máquina maravilhosamente perfeita e é como se jogasse areia nas engrenagens, nada funciona.

Fui ao médico preocupada com este sintoma incontrolável e me sentindo uma viciada (juro) e qual não foi meu espanto quando ele me receitou uma medicação, indicada também para alcoolismo, a fim de controlar a compulsão e isto não foi nada bom.

O efeito psicológico foi cruel, eu me senti derrotada, impotente diante da minha própria vontade.

Fatores como stress contribuiem para isto e então comecei a tentar o controle deste hábito, sim porque todo vício é um hábito, tentando substituir este prazer por outros mais duradouros, ou seja, coisas que me proporcionem o prazer imediato e posterior também, como a atividade física ou ingerir algo saudável.

Óbviamente que esta muito difícil e que eu ainda não posso considerar uma vitória. Mas é uma luta que preciso vencer se não quiser ficar diabética em alguns anos, ou obesa.

Neste momento quando alguém me oferece “só um pedacinho” eu recuso e confesso a fase em que me encontro.

 Lidar com qualquer tipo de compulsão ou vício é muito difícil e normalmente as pessoas se afastam do convívio social a fim de resistir as tentações como não fumar e não beber, ou não exagerar na calorias. Eu não quero me privar dos amigos, mas quero que entendam minha dificuldade e já não me importo em explicar a razão.

Se vou vencer esta batalha? Conto que sim, estou m esforçando como qualquer pessoa o faz e se você também enfrenta uma luta semelhante, por que não experimenta fazer o mesmo? Sempre terá alguém para incentivar e ajudar.

 

 

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