Morretes #lugarzinhos

Morretes fica no Litoral do Paraná, próximo a Curitiba, muito famosa pelo seu prato típico o barreado e pela estrada que leva até lá, a Serra da Graciosa.

Vamos em partes, primeiro a serra. A estrada é muito bem cuidada e o passeio vale a pena. A parada no mirante é praticamente obrigatória, pois oferece uma vista que vai até o mar, mas você terá que ter sorte de não ter neblina, o que não foi o meu caso nas duas vezes que passei por la. Mas mesmo assim eu recomendo, seja de carro ou de moto.

As cidades de Morretes e Antonina reservam muitas histórias por conta da indústria de beneficiamento de erva-mate, de que foram pioneiras pessoas abastadas de Paranaguá, que instalaram em diversos pontos do município engenhos de beneficiamento do mate, quase todos movidos a força hidráulica.

Estes lugarzinhos reservam casarões antigos e uma calma característica destes lugares. Associadas a beleza natural da Serra do Mar, Morretes e Antonina irão te surpreender com opções de lazer e gastronomia.

Uma outra opção de se chegar é o trem. Minha sugestão é que faça a descida de trem e retorne pela serra. A passagem pode ser adquirida na estação ferroviária de Curitiba, mas também existem pacotes turísticos. Estes entretanto são muito corridos e pouco se aproveita para usufruir das belezas que o lugar oferece. Portanto organize-se e passe o dia todo por lá ou hospede-se nas pousadas locais, como em Antonina na casa que pertenceu a família Matarazzo.

O barreado  ou carne barreada é um prato típico do litoral paranaense, sendo o mais tradicional do estado. .Sua origem é açoriana de um ritual de 300 anos ainda seguido no preparo do prato e atribuída aos portugueses que vieram para o litoral do Paraná no século XVIII.

A simplicidade na preparação do prato garantiu que a receita fosse mantida com os mesmos ingredientes e características. O prato consiste em um ou mais tipos de carne bovina de segunda e magra, como a paleta, a maminha e o patinho, temperados com cebolaalhotoucinho de porcopimenta-do-reinolouro e cominho e cozida até desmanchar.

O preparo é misturado à farinha de mandioca (até receber a consistência que dá nome ao prato), e servida com arroz e banana-da-terra fatiada. O modo de servir pode ser diferente, de acordo com a região do BrasilPortugal e Espanha, bem como da Inglaterra onde o prato também é apreciado.

O segredo na preparação é o tempo de cozimento na panela de barro – cerca de vinte horas – o suficiente para desfiar toda a carne e mantê-lo no fogo sempre. Depois de cozida, as fibras da carne se soltam resultando em um caldo grosso e saboroso e temperado a gosto regional. Para manter o sabor da carne, é preciso vedar a panela com uma massa de farinha e água para manter o vapor dentro da panela (Caldeirão).

E se isso ainda não for suficiente aproveite para visitar a tradicional loja de fábrica das balas e cachaça de banana.

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