Casa Lapostolle #lugarzinhos

No Vale do Colchagua, a 150 km de Santiago, você poderá fazer a  rota do vinho. As vinícolas são muito bem estruturadas pra receber visitantes, a paisagem incrível, coberta de vinhedos e montanhas e  os hotéis são românticos. E, de quebra, você pode levar garrafas por menos da metade do que pagaria no Brasil e ainda encontrar rótulos exclusivos.

A Vinícola Lapostolle no Vale de Colchagua, foi fundada por Alexandra Marnier Lapostolle e seu marido Cyril de Bournet em 1994. Para amantes do vinho, visitar a  Lapostolle  é ter a possibilidade de conhecer de onde que vem o melhor vinho do mundo 2008 segundo a prestigiosa publicação Wine Spectator. Arquivo_003

O vinho ganhador, Clos Apalta 2005 não é o único premiado desta vinícola, pois vários alcançam sobre os 90 pontos considerados excelente e grande, em uma qualificação de 1 a 100. Clos Apalta obteve 96 pontos.

Se você já ouviu falar do Grand Marnier,saiba que a dona da vinícola é a mesma dona deste prestigioso  licor.

Hoje, Lapostolle é dono de 370 hectares em três vinhedos diferentes e produz um total de 200.000 cascos de variadas uvas, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenère e Syrah.

Lapostolle , considerado o mais francês dos produtores chilenos, é distribuída em mais de 60 países ao redor do mundo.

O passeio começa subindo num caminhão aberto que leva entre estradinhas pelos vinhedos parando em mirantes e depois entra na bela vinícola de arquitetura contemporânea, construída seguindo os princípios do feng chui, com várias imagens de anjos e fontes de água. Lá dentro você vê as pressurizadoras e visita a adega, onde os vinhos descansam ao som de canto gregoriano.

Foi feita uma perfuração com dinamites na rocha de granito para obter um buraco em torno de 25 metros.

A bodega ficou com 06 andares, e no centro foi colocada uma escada elíptica desde o primeiro ao ultimo andar.

Em algumas partes eles deixaram a rocha aparente para que os visitantes possam apreciar.

Mas não se preocupe, tem elevador.

O ápice da visita é a sala de degustação, no topo do conjunto, onde você experimenta os vinhos mirando os parreirais e a visita à loja.

Como se não bastasse, recentemente foi inaugurado o restaurante Fuegos de Apalta by Francis Mallmann, baseado na culinária de fogo.

Os mariscos e peixes são da região de Mantanzas, as hortaliças de Colchágua, os cordeiros de Marchigüe, as carnes de Osorno e os temperos da própria horta de Mallmann.  A ambientação da casa também valoriza os produtores locais: toda mobília foi feita pelos artesãos do vale ou nas proximidades de Chimbarongo.

A  arquitetura  integra com a vista exuberante da vinícola acrescendo mais um item a experiência sensorial do momento enogastronômica.

Super charmoso o restaurante, com opção de mesas ao ar livre , concepção contemporânea, com defumador e grelha circular protegido por vidro, você pode observar os cozinheiros enquanto aguarda ser servido.

Os pratos bem são apresentados e saborosos.Alguns vinhos podem ser provados

Alguns vinhos podem ser provados em taças. O Shyraz da V. Montes é um  tinto versátil para harmonizar com a maioria dos pratos.

Vinícola VIK #lugarzinhos

Já tive oportunidade de conhecer algumas vinícolas, mas até o momento nenhuma tão luxuosa quanto a VIK, no Chile, a apenas duas horas de Santiago.

A VIK hoje produz o segundo melhor vinho do Chile e ainda conta com um  hotel de luxo, onde cada quarto foi assinado por um artista renomado.

Em 2004, Alexander Vik, um empresário Norueguês, que tem uma rede de hotéis no Uruguai, teve a ideia de criar uma vinícola de alto nível e produzir um vinho único.

Mas a VIK não é apenas uma vinícola, é um lugar para você viver uma experiência fascinante. Vinho, arte, glamour, campo, modernidade e ao mesmo tempo uma simplicidade que te faz se sentir à vontade. Você pode ficar hospedado no luxuoso hotel ou apenas ir para passar o dia. Tem também opção de cavalgadas e passeios de bicicletas pelo vinhedo.

No terreno de 4.300 hectares são plantados 5 tipos de uva: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e Carmenere.

Moderna, sustentável, inovadora, criativa e sem causar danos visuais ao meio ambiente,criação do arquiteto chileno Smiljan Radic.

A bodega foi projetada para que sua maior parte fosse subterrânea, o que faz com que o vinho esfrie de maneira natural evitando o uso de ar condicionado. Logo na entrada o espelho d’água já remete a este ideal pois além da função arquitetônica também foi projetado para resfriar a bodega.

 A parte gastronômica da Viña Vik tem destaque para os pescados frescos do Pacífico, o salmão chileno, as boas carnes e ingredientes produzidos na região. Pratos variados são acompanhados do excepcional vinho VIK, produzido e engarrafado na propriedade – servido na sala de jantar ou no terraço com vista para as colinas cobertas pelas vinhas.

São realizados passeios de bicicleta pelos vinhedos, cavalgadas e até vôo de balão. Os clientes também podem usufruir de Salão de Jogos, Fitness Center, Sauna e um Spa especializado em tratamentos à base das propriedades do vinho.

Realmente uma experiência a ser vivida!

Ouro Preto #lugarzinhos

Sempre que escrevo sobre #lugarzinhos falo de  passeios próximos de onde moro, Campinas-SP,  que podem ser feitos em um final de semana ou no mesmo dia, o famoso “bate e volta”.

O que faço são alguns passeios de final de semana aproveitando promoções de passagens aéreas, sim, elas ainda existem!

As vezes nem preciso ver  datas como feriados ou finas de semana prolongados. Procuro por eventos acontecendo e depois busco as passagens, que normalmente são adquiridas com bastante antecedência, e dai o bom preço.

Foi o caso de Ouro Preto-MG, onde estive no último final de semana. Entre a ida e a volta, com desembarque em Belo Horizonte, tive 1 ½ dia para vasculhar a cidade e você pode dizer que é loucura, mas toda insanidade depende do ponto de vista, não é?

Minha alma é exploradora e qualquer oportunidade de desfrutar do novo me atrai. E quando isto envolve a nossa história é mais atrativo ainda.

 A estrada que leva até Ouro Preto é mágica pela beleza já característica de Minas. Tons de verde contrastando com o azul do céu acariciam os olhos e vão adoçando a alma de um jeito inexplicável.

Na cidade o sobe e desce das montanhas, as paisagens naturais, as igrejas barrocas do século XVIII, os casarões coloniais que tomam conta das ladeiras, o lugar que  foi palco da  corrida do ouro e do trabalho escravo.

 Estar na praça Tiradentes e poder ouvir a história que estudamos na escola e teorias que a envolve nos transforma em ávidos espectadores dos guardiões – como considerei os guias locais- da cidade que resguarda parte importante da história do Brasil.

Os guias da cidades, igrejas –não é permitido fotografar no interior da maioria delas, respeite- e de extintas minas de ouro cuidam para manter viva a memória do período em que negros forem escravizados relatando detalhadamente os abusos dos trabalhos forçados e a crueldade de tratamento com a finalidade de que isto não seja jamais esquecido ou negligenciado por gerações futuras e eu me arrepio e aplaudo esta luta. Procure pelo Vavá, guia local, que não se limita a simpatia e cordialidade. Ele é praticamente um historiador.

A visita as minas de ouro são muito seguras, há porém que enfrente problema com claustrofobia em algumas delas, mas são passeios muito interessantes de se ver pela época e forma como foram construídas num período em que  a engenharia e tecnologia não estavam disponíveis e a mão de obra era escrava.

E como se tudo isto já não fosse suficiente ainda tem a deliciosa comida mineira. Você poderá encontrar desde a comida típica servida em buffets fartos e a preços inacreditáveis para nós do sudeste e também elegantes restaurantes com cardápios a la carte regados a boa música e bom vinho, como o O Passo Pizza Jazz e também charmosas cervejarias e bares em porões.

Também não perca o chocolate de Ouro Preto e o maravilhoso cafezinho mineiro.

Patrimônio mundial da UNESCO, Ouro Preto é como se fosse um destino obrigatório, eu fiz este passeio em um final de semana. É pouco, eu sei, mas foi o suficiente para me fazer voltar para casa com minha alma exploradora alimentada e satisfeita.

 

São Luiz do Paraitinga #lugarzinhos

São Luiz do Paraitinga na região do Vale do Paraíba, foi tombado como Patrimônio Cultural Nacional devido ao seu Centro Histórico e suas tradições caipiras, incluindo a Folia do Divino e o Carnaval de Marchinhas e é o que eu chamo também de lugarzinho.

Em 2010,  uma forte enchente do Rio Paraitinga fez perder oito de seus edifícios históricos, incluindo a Igreja Matriz do município, construída no século XVII. As imagens foram registradas por um cinegrafista amador e exibidas em vários telejornais, comovendo o país.

Dentre seus atrativos, destacam-se, na área urbana, seu conjunto arquitetônico, declarados como Patrimônio Cultural Brasileiro.

No centro da cidade, próximo a igreja encontram-se tradicionais feirinhas de artesanato, restaurantes e bares onde você poderá se sentar e observar como a vida passa lentamente nestes lugares enquanto degusta um excelente sanduíche de contra filé com uma cerveja geladíssima.

Moradores que se sentam na praça para o jogo de cartas ou dominó, ou reúnem-se nos bares para assistir a partida de futebol compõe o roteiro da vida urbana.

No turismo ecológico e de aventura é de tirar o folego,destacam-se várias trilhas, como a da Pirapitinga, do Corcovado, do Poço do Pito, do Ipiranga e do Rio Grande e os raftings no Parque Estadual da Serra do Mar,  Núcleo Santa Virgínia, com duração de 6 horas e Brazadão, com duração de 4 horas: ambos realizados no Rio Paraibuna.

Mas se não quiser fazer nada disto, apenas vá de carro até o mirante, a vista é um luxo para poucos.

O carnaval de marchinhas, recebe a cada ano mais turistas e é destaque na imprensa nacional e internacional, você poderá ver nas casas os famosos bonecos sendo preparados para o desfile dos blocos.

A cidade está localizada na Rodovia Oswaldo Cruz (SP 125), no km 42 entre Taubaté (saída 111 da Rodovia Presidente Dutra) e Ubatuba (BR 101).

Vinícola Terrassos #lugarzinhos

A Vinícola Terrassos, na cidade de Amparo, a 150 km de São Paulo, é uma opção  de passeio para os amantes de vinho e boa comida.

O local fica a 850 metros de altura proporcionando uma incrível vista que combina perfeitamente com as massas servidas no local, além do vinho da casa que possui um ótimo custo-benefício.

Você também pode fazer  passeios guiados pela produção de vinho e degustação.

Mas o melhor de tudo é o ambiente familiar e aconchegante. Tudo produzido artesanalmente , o cardápio e o vinho.

Uma situação muito interessante ocorreu comigo em minha última visita ao local,foi quando chequei e o Fábio, enólogo da vinícola, desculpou-se comigo dizendo: ”desculpa a bagunça, eu estava fazendo espumante“, foi fantástico, completamente inusitado  para mim.

Aliás o método de produção do espumante deles é o champenoise e isto você poderá aprender lá também.

A Vinícola, embora jovem, já possui vinhos pontuados na revista Guia Adega do Brasil 2015/2016, como o Terrassos Máximo 4 Estações 2014.

Também recebeu elogios do melhor sommelier do Brasil , eleito duas vezes, Diego Arreloba.

A Terrassos esteve presente no coquetel de lançamento do meu blog com seu espumante e branco e espumante Demi, um sucesso entre os convidados.

Aos sábados você pode apreciar um Cordeiro assado lentamente com especiarias e risoto milanês.

E aos domingos o delicioso rodízio de massas artesanais, sempre acompanhados dos vinhos  e ainda pode trazer para casa os que mais apreciar.

 E agora você pode degustar os vinhos da Terrassos em Campinas, no Dri Facure Espaço Gourmet e Griffe Mãos da Terra  com as delícias que incluem desde o tradicional, fit e vegetariano e ainda poder conhecer o charmoso espaço totalmente repaginado e   conferir nossa griffe que esta um show!

Vinicola Terrassos

Na estrada de Amparo – Itapira, Rod. SP 352, km 137 – Amparo

19 97444094

www.terrassos.com.br

@terrassosvinicola

@drifacure_bistro_maosdaterra

Av. Dr. Manoel Afonso Ferreira, 136 – Campinas

19 981434427

 

Maria da Fé – MG #lugarzinhos

Quem diria que os mineiros teriam destaque na produção do azeite. Pois o clima frio e a altitude da Serra da Mantiqueira estão proporcionando, no Sul de Minas Gerais, a extração de um dos melhores azeites do Brasil.

 Mais de 700 mil pés de oliveiras, de diferentes espécies, fizeram dessa região nos últimos seis anos uma das mais procuradas pelos turistas e investidores, e a colocou no mapa como a “toscana brasileira” do azeite.

São azeites de oliva com baixíssima acidez e quanto mais novo, mais expressivas são as características de aroma e sabor, além das propriedades que são benéficas a saúde.

Municípios como Maria da Fé despontam como grandes produtores de azeite de qualidade no sul mineiro. Cidade  considerada a mais fria do estado, foi a pioneira na extração do primeiro azeite extravirgem e foi isto que me levou até este lugarzinho no outono passado.

Entrando na cidade já se pode observar, na praça Getúlio Vargas, as oliveiras plantadas em 1947  no centro daquela cidade e que provocam um encanto e fascínio.

Alí o tempo passa lentamente, como em cidades pequenas- a população é em torno de 15.000 habitantes. Ao sol o tempo é fresco, mas é só se chegar na sombra e já queremos um agasalho. A paisagem é de deslumbre total uma vez que a cidade esta a mais de 1.000m de altude e a maior parte é revelo.

 O turismo ainda é o rural e pode-se optar por passeios a cavalo e comida feita no fogão a lenha.

A cidade também possui um Centro Cultural, onde estão disponíveis informações históricas e turísticas sobre o município e também a Casa do Artesão, um espaço criado para a exposição de trabalhos de artesanato da cidade.

Formações rochosas compõe a paisagem e são utilizadas para calçar as ruas, revestir as casas e modelar de peças de artesanato e decoração.

Possui várias nascentes nos bairros da Grota, Marmeleiro, Tijuco Preto, Campo Redondo, Alecrim, EPAMIG, Pomária e outros. O Ribeirão Cambuí atravessa a sede e também os bairros São João e Coitos. Durante o seu percurso possui algumas cachoeiras, sendo a mais notável a do Véu de Noiva.

Maria da Fé vale o passeio, compre um azeite premiado e uma muda de oliveira como lembrança do local.

Pousada Vale das Águas

R. Nilza Pereira Costa, 185, Maria da Fé – MG, 37517-000 (35) 99202-7264

 

Abrace seu dia

O Platz Mall em Sousas, distrito de Campinas, recém inaugurado na  principal avenida, a Av. Antônio Carlos Couto de Barros, chega com um conceito elegante e com  muito charme para os moradores da região.

Segurança, comodidade, qualidade em atendimento e nos produtos ofertados, além da proposta cultural que vem com a programação de jazz todas as sextas-feiras a partir das 19:00h, fazem o diferencial.

Os moradores não precisam mais se deslocar enfrentando o movimento dos grandes shoppings para suas necessidades do dia a dia. O mall conta com hamburgueria, cervejaria, mercearia gourmet, clinica de estética, óptica, farmácias, perfumaria, lavanderia, horti fruti e ainda irá surpreender com novas propostas.

Estacionamento coberto, segurança 24 horas, elevadores, banheiros impecáveis fazem tudo muito mais confortável.

Na abertura, o Platz Mall trouxe uma exposição de obras da premiada artista plástica Stella Nanni, moradora de Sousas, no 2º piso. São 25 réplicas de telas que remetem a cenas cotidianas que expressam sentimento com cores fortes e vibrantes e segundo fontes, é uma proposta a ser mantida o que tornará os passeios ainda mais agradáveis.47b799_6419dd23926d4071b79b8bb3447dbcbc-mv2

Adilson Guilherme, responsável pela implantação deste e de mais de duas dezenas de shoppings centers e centros de compras, é ousado em sua nova proposta e vem demonstrando desde o lançamento da pedra fundamental do empreendimento a que veio e que pretende deixar sua marca no empreendimento.

Capa da edição nº 37 da Revista Distritos, Adilson mostra-se entusiasmado e confiante em seus projetos.

E eu como gosto de uma novidade venho acompanhando de perto!

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O Filme que me fez chorar

Como eu era antes de você fez o mundo chorar, então por que comigo seria diferente? – vocês devem se perguntar. Às vezes eu mesma me pergunto, mas é porque eu sei a resposta.

Ocasionalmente passo por períodos na minha vida em que as emoções ficam mais contidas e dentre elas estão as lágrimas que, timidamente,  insistem em não rolar diante de alguns filmes emotivos.  Não confunda com falta de sensibilidade, pois eu sou sensível e muito!

No meu caso é uma questão de identificação, seja com o personagem ou com a história que me levam a emoção.

Resisti em ir ao cinema assistir “Me before you” porque achei que seria mais um filmezinho piegas demais para meu gosto, mas me enganei. O que vi não foi a repetida história da mocinha que se apaixona pelo rapaz deficiente e ficam juntos vivem felizes no final. Mas um drama romântico onde um homem privado da vida que amava decide não apenas abrir mão dela, mas antes de sua partida deixar  sua marca, fazendo a diferença na vida de alguém. Fazer o que ele próprio não poderia  mais fazer por si e ai foi onde eu enxerguei a beleza de tudo.

Ensinar o outro a sair do casulo e transformar-se na borboleta não é tarefa das mais fácies. 47b799_225ec5fdee434d028f67e2508110dd32-mv2

Normalmente as pessoas não desejam a transformação daqueles que amam, afinal, o amor é egoísta, queremos a  pessoa somente  para nós e não para o mundo, não é verdade? Mas ele conseguiu fazendo-a acreditar que ela quem o estava fazendo mudar de ideia.

O amor dele por aquela jovem era pelo seu potencial de vida, pela sua alegria e espontaneidade e aquilo foi tomado como sua última missão, fazer com que ela abrisse portas de um mundo novo , para uma vida nova.

Quando ele a obriga assistir um filme legendado dá a ela a oportunidade de  descobrir um novo mundo, de infinitas possibilidades e conhecimentos e percebe que ela abraça avidamente esta chance e ali começa a grande viagem de sua vida e para ele a possibilidade de fazer-se sentir realizado e vivo, como uma última missão.

Quantos de nós podemos dizer que fazemos a diferença na vida de alguém? Quantos de nós tem amor suficiente para fazer esta diferença? Quantos de nós damos o melhor de nossa vida ao outro consciente de que não faremos parte dela no futuro?

Eu não chamaria de amor incondicional, mas de uma doação.

No meu ver a mais bela forma de se doar  alguém, mostrando a esta pessoa portas que podem ser abertas e que podemos ser o que verdadeiramente somos. E sermos amados por sermos assim.


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O céu ainda é azul, você sabe…

Chegando ao Instituto Tomie Othake em São Paulo, onde encontra-se a exposição de Yoko Ono me surpreendi com uma mostra diferente do que eu já pude visitar.

Nela os visitantes são convidados a interagir com as peças através de instruções colocadas a frente delas.

Martelar um prego, colar louças quebradas,  pintar um quadro, ou carimbar que imagina a paz no mundo fazem parte do processo no qual o envolvimento com a arte nos faz sentir também protagonistas da obra e assim entender melhor o que a artista deseja transmitir.

 A exposição reúne trabalhos criados a partir de 1955, quando ela compôs a sua primeira obra-instrução, Lighting Piece (Peça de Acender): “acenda um fósforo e assista até que se apague”. Na exposição, é possível seguir a sua criatividade e produção artística pelos anos 60, 70, 80, até o presente.

 A interação com o proposto nos leva a questionamentos internos imediatos e a impulsos de desejos de participar. Todos querem deixar sua marca anônima na obra.

Cubra o mundo com o carimbo da paz, conserte o universo são frases que a princípio são comuns ao nosso dia a dia, mas dentro de uma mostra de arte trazem um significado de envolvimento impressionante.

 É muito gratificante conhecer o potencial artístico de uma figura que envolveu tanta polêmica no mundo do rock.

A visita ao instituto em si já é um passeio muito agradável de se fazer, o local dispõe de bistrô, boutique, livraria e estacionamento e também de fácil acesso para quem não mora em São Paulo.

Eu convido você a fazer esta visita e abrir os olhos para uma nova perspectiva.

Pedralva – MG #lugarzinhos

Para quem sai de São Paulo, ou de Campinas, como eu, a rota ´rodovia Dom Pedro I e acessar a Rodovia Fernão Dias-BR 381- até o trevo de acesso a Pouso alegre, seguindo pela BR 459 até o entroncamento com a MG 347 na altura do Trevo do Capote (Santa Bárbara), passando por São José do Alegre e chegando em Pedralva, em torno de 250km.

A cidade é cercada de montanhas, oferecendo belezas naturais propícias para a prática do Turismo de Aventura. A Serra da Pedra Branca, um dos pontos culminantes da região e que dá origem ao nome do município, a Pedra do Pedrão, utilizado para a prática de vôo livre, trekking e escalada, grande extensão de Mata Atlântica, cachoeiras e sítios arqueológicos são alguns dos atrativos para os visitantes. A cultura local, característica dos habitantes de regiões agrícolas do Sul de Minas, está especialmente presente na tradição oral, na poesia e na música, em antigos saberes que se revelam no modo como são construídas as casas, no artesanato, na culinária, no folclore, nas festas populares e celebrações religiosas. 47b799_6f03375dd1964440ad90366125e4dd55-mv2

No centro da cidade a igreja matriz, agradáveis barzinhos e restaurantes fazem o ponto de encontro local, principalmente na época do festival de rock de Pedralva e na quermesse da Paróquia de São Sebastião, com a programação lotada.

Há boas opções de hotéis e pousadas e atividades turísticas com um clima excelente para quem busca desfrutar seus atrativos naturais. Há lugares bem interessantes como a Gruta do Badulaque, com inscrições rupestres, bairro dos Resendes, a 20 km do centro da cidade. Saindo da prefeitura, seguir em direção a igreja Matriz, primeira esquina antes da Matriz descer à esquerda, sair no asfalto e seguir à direita em direção a São Lourenço.

O Pedrão e a Pedra Branca, Monólito com 320 metros com rota de escalada, 8 km do centro da cidade, acesso por estrada de terra.

Excelentes locais para a prática de esportes como escalada e voo livre.

Casas antigas, preservadas pelos proprietários em diversos pontos da cidade.
Serra da Pedra Branca, vegetação remanescente de mata atlântica, blocos de granito, 1.847 m altitude. Estrada de terra, com cerca de 25 km a partir do centro da cidade.

Além disso a comida e a recepção mineira que nos deixam com vontade de não sair mais de lá.

Um final de semana em Pedralva, com um dia para passear em Maria da Fé, que vou falar semana que vem e trazer uma mostra do melhor azeite produzido no nosso país. Vale a pena este lugarzinho.