Fazenda Benedetti

A dica de #lugarzinhos hoje é a Fazenda Benedetti em Amparo-SP.

Com mais de noventa anos de tradição e que hoje produz a premiada cachaça Flor da Montanha Prata.
O lugar onde no tempo dos imigrantes italianos, era dedicado apenas ao plantio do
café e da cana de açúcar hoje, encontramos a quarta geração de família que está a frente
da fazenda, produzindo cachaça, vinho, suco de uva, doces caseiros e alguns embutidos.

Mas o passado pode ser visitado na Fazenda Benedetti a mesma onde toda essa
história começou pode ser conferida na casa grande, no terreiro para secar o café, e
a família está com um projeto de transformar toda a fazenda em um museu, já que
tudo lá tem história.

A cachaça é produzida em alambiques de cobre, colheita da cana na palha e
envelhecida em tonéis de amendoim e jequitibá rosa. Com aroma e paladar marcante, a
aguardente Flor da Montanha recebeu selo ouro no concurso mundial de destilados, em
Bruxelas.

Pode-se degustar outros tipos também como a cachaça adoçada, armazenada em tonéis
de carvalho com um sabor bem marcante. Cachaças adoçadas, geralmente, são aquelas
mais licorosas, que têm frutas na composição. Como o whisky também é envelhecido
em Carvalho, quem gosta da bebida, tende a gostar de cachaças armazenadas em
Carvalho, já que a madeira fica bem perceptível no sabor da cachaça.Euparticularmente não gosto de whisky, mas aprecio bastante este tipo de cachaça.

Entre maio e setembro é possível acompanhar o processo de produção da bebida.Além da cachaça há mel, vinagres, doces caseiros, queijos e linguiças deliciosos e ainda
desfrutar de um passeio deslumbrante e cultural.

Vale a pena conferir.

 


Fazenda Benedetti
Circuito das Águas – Rodovia Amparo/Serra Negra
SP-360 KM 138
Bairro dos Almeidas, Amparo.

Espírito Santo do Pinhal #lugarzinhos

Município do estado de São Paulo, com população inferior a 50.000 habitantes, que originou-se de uma enorme fazenda dominada pela araucária.
Com uma paisagem que remete a Toscana, a região tem o inverno seco, com frequentes
entradas de frentes frias. As temperaturas máximas ficam em torno de 18-23 °C em
junho e julho, e as tardes acontecem raros casos não passam de 10 °C.
Embora conhecida tradicionalmente pela Cadeia do Café, é pela produção de vinhos
artesanais que vem se destacando.
Lá a vinícola Guaspari encontrou o terroir ideal, associado a uma técnica nova de
colheita, que vem sendo utilizada no estado de São Paulo, para produção de seus vinhos.
Os resultados foram bem sucedidos pois a vinícola possui dois deles premiados na Decanter World Wine Awards, o maior e mais importante concurso internacional de
vinhos, recebendo medalha de ouro pelo Syrah Vista do Chá 2012 e medalha de bronze
pelo Syrah Vista da Serra 2012.

O terreno onde se localiza a vinícola é bem íngreme ecada vinho recebe o nome da vista oferecida pelo local onde a uva é cultivada- vista da serra, vista do chá.
A vinícola não possui restaurante, mas a cidade oferece ótimas opções.
E foi em um dia fazendo a visita a esta vinícola que me dediquei ao passeio pela
encantadora cidade para conhecer mais um lugarzinho próximo de casa- de São Paulo
são 200km.
Entre os meses de agosto e setembro acontece o Festival do Sabor com doces feitos com
café, salgados a base de mandioca. Acompanhe a programação turística da cidade e
visite, vale a pena.
Todos os anos no mês de outubro a Festa Nacional do Café. Na programação, shows
para todos os gostos, boate itinerante, praça de alimentação e exposição de produtos
agrícolas e industriais.
Como amante declarada de um bom café e curiosa em confirmar a tradição local-
Pinhal sempre se destacou como origem predominantemente dos chamados cafés finos,
que são procurados pelos importadores mais exigentes, não deixei de conhecer o Café
Loretto – A Santa Casa do Café, localizado próximo a igreja matriz.

Lugarzinho aconchegante, uma casa bem típica de cidade pequena, decorada graciosamente, onde pode-se sentar calmamente e degustar um excelente café acompanhado de maravilhosos quitutes e atendimento caloroso.Lógico que eu trouxe várias amostras do saborosíssimo café comigo, inclusive nas três versos, em pó, grão e cápsulas.
Como toda cidadezinha do interior, tudo acontece em torno da Igreja Matriz do Divino,
que não pode deixar de ser visitada. Belíssima obra, recentemente restaurada, merece
uma pausa para oração e admiração.
Logo em frete a Praça da Independência, muito bem cuidada, cercada de casarões do
tempo do café e com todo aquele charme que a tranquilidade interiorana tras. É bom
sentar-se por ali uns minutinhos e ver como a vida pode passar mais lentamente.

O Lago Municipal fica no centro da cidade e preserva ainda um pouco da mata natural
com árvores centenárias e oferece, além da bela paisagem um excelente local para
passeios, caminhadas e piquenique nos dias de sol. Também possui ciclovia e a entrada
é gratuita.
Outro ponto bem procurado é o Santuário de Santa Luzia. Na área rural, Cercada por
cafezais é muito procurada pelos fiéis.
O Teatro Avenida é realmente um ponto alto, pela arquitetura, acústica e iluminação, é
mais um patrimônio da cidade.
Também existem opções de ótimas pousadas, o Jardim dos Pinhais Eco Parque, o primeiro parque de jardins temáticos do Brasil possui rica fauna nativa composta por Tucanos de Peito Amarelo, araras, faisão, pavões, coelhos, além de gazebo zen para
meditação, cascatas e facilidades, como restaurantes e turismo rural para quem quer
passar alguns dias e isto é uma ótima escolha.
De uma forma ou de outra eu recomendo este #lugarzinho.

Morretes #lugarzinhos

Morretes fica no Litoral do Paraná, próximo a Curitiba, muito famosa pelo seu prato típico o barreado e pela estrada que leva até lá, a Serra da Graciosa.

Vamos em partes, primeiro a serra. A estrada é muito bem cuidada e o passeio vale a pena. A parada no mirante é praticamente obrigatória, pois oferece uma vista que vai até o mar, mas você terá que ter sorte de não ter neblina, o que não foi o meu caso nas duas vezes que passei por la. Mas mesmo assim eu recomendo, seja de carro ou de moto.

As cidades de Morretes e Antonina reservam muitas histórias por conta da indústria de beneficiamento de erva-mate, de que foram pioneiras pessoas abastadas de Paranaguá, que instalaram em diversos pontos do município engenhos de beneficiamento do mate, quase todos movidos a força hidráulica.

Estes lugarzinhos reservam casarões antigos e uma calma característica destes lugares. Associadas a beleza natural da Serra do Mar, Morretes e Antonina irão te surpreender com opções de lazer e gastronomia.

Uma outra opção de se chegar é o trem. Minha sugestão é que faça a descida de trem e retorne pela serra. A passagem pode ser adquirida na estação ferroviária de Curitiba, mas também existem pacotes turísticos. Estes entretanto são muito corridos e pouco se aproveita para usufruir das belezas que o lugar oferece. Portanto organize-se e passe o dia todo por lá ou hospede-se nas pousadas locais, como em Antonina na casa que pertenceu a família Matarazzo.

O barreado  ou carne barreada é um prato típico do litoral paranaense, sendo o mais tradicional do estado. .Sua origem é açoriana de um ritual de 300 anos ainda seguido no preparo do prato e atribuída aos portugueses que vieram para o litoral do Paraná no século XVIII.

A simplicidade na preparação do prato garantiu que a receita fosse mantida com os mesmos ingredientes e características. O prato consiste em um ou mais tipos de carne bovina de segunda e magra, como a paleta, a maminha e o patinho, temperados com cebolaalhotoucinho de porcopimenta-do-reinolouro e cominho e cozida até desmanchar.

O preparo é misturado à farinha de mandioca (até receber a consistência que dá nome ao prato), e servida com arroz e banana-da-terra fatiada. O modo de servir pode ser diferente, de acordo com a região do BrasilPortugal e Espanha, bem como da Inglaterra onde o prato também é apreciado.

O segredo na preparação é o tempo de cozimento na panela de barro – cerca de vinte horas – o suficiente para desfiar toda a carne e mantê-lo no fogo sempre. Depois de cozida, as fibras da carne se soltam resultando em um caldo grosso e saboroso e temperado a gosto regional. Para manter o sabor da carne, é preciso vedar a panela com uma massa de farinha e água para manter o vapor dentro da panela (Caldeirão).

E se isso ainda não for suficiente aproveite para visitar a tradicional loja de fábrica das balas e cachaça de banana.

Holambra #lugarzinhos

Holambra no interior do estado de São Paulo e microrregião de Campinas, recebeu este nome da junção de Holanda, América e Brasil, em virtude da colônia neerlandesa que se firmou na antiga fazenda Ribeirão.

Com destaque por ter o 61° índice de qualidade de vida do Brasil e por ter o melhor índice de segurança do país. Considerada oficialmente uma estância turística e anualmente promove a maior exposição de flores da América Latina: a Expoflora.

Antecedendo a chegada da primavera a pequena cidade transforma-se explodindo em cores contrastando com o céu azul bem característico da época.
A mostra já tornou-se roteiro tradicional de muitos e a cada ano recebe mais visitantes.
Mas não é só de Expoflora que vive Holambra, este lugarzinho já virou roteiro certo de quem busca boa gastronomia aliada a uma bela paisagem e lugar tranquilo.

Para começar bem o dia um café da manhã na confeitaria Martin Holandeza, reconhecida por sua qualidade e pioneirismo oferece doces típicos holandeses, pannekoek, pratos tipicos holandeses e o melhor da culinária contemporânea.
Nos últimos anos passou a ser rota oficial dos passeios de motociclistas da região, que transformam a parada em um desfile de belas motocicletas.

Após o café da manhã você pode visitar o mercado de flores, passear pela encantadora cidade, fazer compras de artesanatos e produtos locais.

Fazer fotos pela cidade é praticamente obrigatório. O Moinho Holandês, chamado Povos Unidos, com seus 38,5 metros de altura (9 andares)e pesando mais de 90 toneladas, é o maior moinho da América Latina. Foi construído em 2008 de acordo com os moinhos na província Holanda do Sule é uma réplica fiel de um tradicional moinho holandês moedor de grãos, e conta com pás de 25 metros de comprimento.

O Museu Histórico e Cultural de Holambra expõe a história da imigração neerlandesa em através de um acervo de duas mil fotos antigas de Holambra e de máquinas agrícolas utilizadas pelos imigrantes no passado. Conta também com um restaurante onde pode-se almoçar durante o dia e petiscar a noite no período da Expoflora.

O Roteiro Gastronômico de Holambra foi desenvolvido para proporcionar experiências inesquecíveis que só podem ser vivenciadas em Holambra. Uma gastronomia fina, internacional, com todo charme da cultura holandesa, com sabores, cores e aromas encantadores. A cidade convida seus visitantes a experimentar mais uma tradição turística, os sabores de Holambra, através do Roteiro Gastronômico composto por 13 estabelecimentos entre restaurantes, choperias, cafés e confeitarias. As mais variadas opções da cozinha holandesa, indonésia, árabe, italiana e brasileira em um único e completo “menu” desenvolvido para agradar os paladares mais exigentes.

Você pode retirar o fôlder do Roteiro Gastronômico no Portal
Turístico de entrada da cidade ou no Moinho Povos Unidos.

 

Casa Lapostolle #lugarzinhos

No Vale do Colchagua, a 150 km de Santiago, você poderá fazer a  rota do vinho. As vinícolas são muito bem estruturadas pra receber visitantes, a paisagem incrível, coberta de vinhedos e montanhas e  os hotéis são românticos. E, de quebra, você pode levar garrafas por menos da metade do que pagaria no Brasil e ainda encontrar rótulos exclusivos.

A Vinícola Lapostolle no Vale de Colchagua, foi fundada por Alexandra Marnier Lapostolle e seu marido Cyril de Bournet em 1994. Para amantes do vinho, visitar a  Lapostolle  é ter a possibilidade de conhecer de onde que vem o melhor vinho do mundo 2008 segundo a prestigiosa publicação Wine Spectator. Arquivo_003

O vinho ganhador, Clos Apalta 2005 não é o único premiado desta vinícola, pois vários alcançam sobre os 90 pontos considerados excelente e grande, em uma qualificação de 1 a 100. Clos Apalta obteve 96 pontos.

Se você já ouviu falar do Grand Marnier,saiba que a dona da vinícola é a mesma dona deste prestigioso  licor.

Hoje, Lapostolle é dono de 370 hectares em três vinhedos diferentes e produz um total de 200.000 cascos de variadas uvas, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Merlot, Carmenère e Syrah.

Lapostolle , considerado o mais francês dos produtores chilenos, é distribuída em mais de 60 países ao redor do mundo.

O passeio começa subindo num caminhão aberto que leva entre estradinhas pelos vinhedos parando em mirantes e depois entra na bela vinícola de arquitetura contemporânea, construída seguindo os princípios do feng chui, com várias imagens de anjos e fontes de água. Lá dentro você vê as pressurizadoras e visita a adega, onde os vinhos descansam ao som de canto gregoriano.

Foi feita uma perfuração com dinamites na rocha de granito para obter um buraco em torno de 25 metros.

A bodega ficou com 06 andares, e no centro foi colocada uma escada elíptica desde o primeiro ao ultimo andar.

Em algumas partes eles deixaram a rocha aparente para que os visitantes possam apreciar.

Mas não se preocupe, tem elevador.

O ápice da visita é a sala de degustação, no topo do conjunto, onde você experimenta os vinhos mirando os parreirais e a visita à loja.

Como se não bastasse, recentemente foi inaugurado o restaurante Fuegos de Apalta by Francis Mallmann, baseado na culinária de fogo.

Os mariscos e peixes são da região de Mantanzas, as hortaliças de Colchágua, os cordeiros de Marchigüe, as carnes de Osorno e os temperos da própria horta de Mallmann.  A ambientação da casa também valoriza os produtores locais: toda mobília foi feita pelos artesãos do vale ou nas proximidades de Chimbarongo.

A  arquitetura  integra com a vista exuberante da vinícola acrescendo mais um item a experiência sensorial do momento enogastronômica.

Super charmoso o restaurante, com opção de mesas ao ar livre , concepção contemporânea, com defumador e grelha circular protegido por vidro, você pode observar os cozinheiros enquanto aguarda ser servido.

Os pratos bem são apresentados e saborosos.Alguns vinhos podem ser provados

Alguns vinhos podem ser provados em taças. O Shyraz da V. Montes é um  tinto versátil para harmonizar com a maioria dos pratos.

Vinícola VIK #lugarzinhos

Já tive oportunidade de conhecer algumas vinícolas, mas até o momento nenhuma tão luxuosa quanto a VIK, no Chile, a apenas duas horas de Santiago.

A VIK hoje produz o segundo melhor vinho do Chile e ainda conta com um  hotel de luxo, onde cada quarto foi assinado por um artista renomado.

Em 2004, Alexander Vik, um empresário Norueguês, que tem uma rede de hotéis no Uruguai, teve a ideia de criar uma vinícola de alto nível e produzir um vinho único.

Mas a VIK não é apenas uma vinícola, é um lugar para você viver uma experiência fascinante. Vinho, arte, glamour, campo, modernidade e ao mesmo tempo uma simplicidade que te faz se sentir à vontade. Você pode ficar hospedado no luxuoso hotel ou apenas ir para passar o dia. Tem também opção de cavalgadas e passeios de bicicletas pelo vinhedo.

No terreno de 4.300 hectares são plantados 5 tipos de uva: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e Carmenere.

Moderna, sustentável, inovadora, criativa e sem causar danos visuais ao meio ambiente,criação do arquiteto chileno Smiljan Radic.

A bodega foi projetada para que sua maior parte fosse subterrânea, o que faz com que o vinho esfrie de maneira natural evitando o uso de ar condicionado. Logo na entrada o espelho d’água já remete a este ideal pois além da função arquitetônica também foi projetado para resfriar a bodega.

 A parte gastronômica da Viña Vik tem destaque para os pescados frescos do Pacífico, o salmão chileno, as boas carnes e ingredientes produzidos na região. Pratos variados são acompanhados do excepcional vinho VIK, produzido e engarrafado na propriedade – servido na sala de jantar ou no terraço com vista para as colinas cobertas pelas vinhas.

São realizados passeios de bicicleta pelos vinhedos, cavalgadas e até vôo de balão. Os clientes também podem usufruir de Salão de Jogos, Fitness Center, Sauna e um Spa especializado em tratamentos à base das propriedades do vinho.

Realmente uma experiência a ser vivida!

Ouro Preto #lugarzinhos

Sempre que escrevo sobre #lugarzinhos falo de  passeios próximos de onde moro, Campinas-SP,  que podem ser feitos em um final de semana ou no mesmo dia, o famoso “bate e volta”.

O que faço são alguns passeios de final de semana aproveitando promoções de passagens aéreas, sim, elas ainda existem!

As vezes nem preciso ver  datas como feriados ou finas de semana prolongados. Procuro por eventos acontecendo e depois busco as passagens, que normalmente são adquiridas com bastante antecedência, e dai o bom preço.

Foi o caso de Ouro Preto-MG, onde estive no último final de semana. Entre a ida e a volta, com desembarque em Belo Horizonte, tive 1 ½ dia para vasculhar a cidade e você pode dizer que é loucura, mas toda insanidade depende do ponto de vista, não é?

Minha alma é exploradora e qualquer oportunidade de desfrutar do novo me atrai. E quando isto envolve a nossa história é mais atrativo ainda.

 A estrada que leva até Ouro Preto é mágica pela beleza já característica de Minas. Tons de verde contrastando com o azul do céu acariciam os olhos e vão adoçando a alma de um jeito inexplicável.

Na cidade o sobe e desce das montanhas, as paisagens naturais, as igrejas barrocas do século XVIII, os casarões coloniais que tomam conta das ladeiras, o lugar que  foi palco da  corrida do ouro e do trabalho escravo.

 Estar na praça Tiradentes e poder ouvir a história que estudamos na escola e teorias que a envolve nos transforma em ávidos espectadores dos guardiões – como considerei os guias locais- da cidade que resguarda parte importante da história do Brasil.

Os guias da cidades, igrejas –não é permitido fotografar no interior da maioria delas, respeite- e de extintas minas de ouro cuidam para manter viva a memória do período em que negros forem escravizados relatando detalhadamente os abusos dos trabalhos forçados e a crueldade de tratamento com a finalidade de que isto não seja jamais esquecido ou negligenciado por gerações futuras e eu me arrepio e aplaudo esta luta. Procure pelo Vavá, guia local, que não se limita a simpatia e cordialidade. Ele é praticamente um historiador.

A visita as minas de ouro são muito seguras, há porém que enfrente problema com claustrofobia em algumas delas, mas são passeios muito interessantes de se ver pela época e forma como foram construídas num período em que  a engenharia e tecnologia não estavam disponíveis e a mão de obra era escrava.

E como se tudo isto já não fosse suficiente ainda tem a deliciosa comida mineira. Você poderá encontrar desde a comida típica servida em buffets fartos e a preços inacreditáveis para nós do sudeste e também elegantes restaurantes com cardápios a la carte regados a boa música e bom vinho, como o O Passo Pizza Jazz e também charmosas cervejarias e bares em porões.

Também não perca o chocolate de Ouro Preto e o maravilhoso cafezinho mineiro.

Patrimônio mundial da UNESCO, Ouro Preto é como se fosse um destino obrigatório, eu fiz este passeio em um final de semana. É pouco, eu sei, mas foi o suficiente para me fazer voltar para casa com minha alma exploradora alimentada e satisfeita.

 

São Luiz do Paraitinga #lugarzinhos

São Luiz do Paraitinga na região do Vale do Paraíba, foi tombado como Patrimônio Cultural Nacional devido ao seu Centro Histórico e suas tradições caipiras, incluindo a Folia do Divino e o Carnaval de Marchinhas e é o que eu chamo também de lugarzinho.

Em 2010,  uma forte enchente do Rio Paraitinga fez perder oito de seus edifícios históricos, incluindo a Igreja Matriz do município, construída no século XVII. As imagens foram registradas por um cinegrafista amador e exibidas em vários telejornais, comovendo o país.

Dentre seus atrativos, destacam-se, na área urbana, seu conjunto arquitetônico, declarados como Patrimônio Cultural Brasileiro.

No centro da cidade, próximo a igreja encontram-se tradicionais feirinhas de artesanato, restaurantes e bares onde você poderá se sentar e observar como a vida passa lentamente nestes lugares enquanto degusta um excelente sanduíche de contra filé com uma cerveja geladíssima.

Moradores que se sentam na praça para o jogo de cartas ou dominó, ou reúnem-se nos bares para assistir a partida de futebol compõe o roteiro da vida urbana.

No turismo ecológico e de aventura é de tirar o folego,destacam-se várias trilhas, como a da Pirapitinga, do Corcovado, do Poço do Pito, do Ipiranga e do Rio Grande e os raftings no Parque Estadual da Serra do Mar,  Núcleo Santa Virgínia, com duração de 6 horas e Brazadão, com duração de 4 horas: ambos realizados no Rio Paraibuna.

Mas se não quiser fazer nada disto, apenas vá de carro até o mirante, a vista é um luxo para poucos.

O carnaval de marchinhas, recebe a cada ano mais turistas e é destaque na imprensa nacional e internacional, você poderá ver nas casas os famosos bonecos sendo preparados para o desfile dos blocos.

A cidade está localizada na Rodovia Oswaldo Cruz (SP 125), no km 42 entre Taubaté (saída 111 da Rodovia Presidente Dutra) e Ubatuba (BR 101).

Vinícola Terrassos #lugarzinhos

A Vinícola Terrassos, na cidade de Amparo, a 150 km de São Paulo, é uma opção  de passeio para os amantes de vinho e boa comida.

O local fica a 850 metros de altura proporcionando uma incrível vista que combina perfeitamente com as massas servidas no local, além do vinho da casa que possui um ótimo custo-benefício.

Você também pode fazer  passeios guiados pela produção de vinho e degustação.

Mas o melhor de tudo é o ambiente familiar e aconchegante. Tudo produzido artesanalmente , o cardápio e o vinho.

Uma situação muito interessante ocorreu comigo em minha última visita ao local,foi quando chequei e o Fábio, enólogo da vinícola, desculpou-se comigo dizendo: ”desculpa a bagunça, eu estava fazendo espumante“, foi fantástico, completamente inusitado  para mim.

Aliás o método de produção do espumante deles é o champenoise e isto você poderá aprender lá também.

A Vinícola, embora jovem, já possui vinhos pontuados na revista Guia Adega do Brasil 2015/2016, como o Terrassos Máximo 4 Estações 2014.

Também recebeu elogios do melhor sommelier do Brasil , eleito duas vezes, Diego Arreloba.

A Terrassos esteve presente no coquetel de lançamento do meu blog com seu espumante e branco e espumante Demi, um sucesso entre os convidados.

Aos sábados você pode apreciar um Cordeiro assado lentamente com especiarias e risoto milanês.

E aos domingos o delicioso rodízio de massas artesanais, sempre acompanhados dos vinhos  e ainda pode trazer para casa os que mais apreciar.

 E agora você pode degustar os vinhos da Terrassos em Campinas, no Dri Facure Espaço Gourmet e Griffe Mãos da Terra  com as delícias que incluem desde o tradicional, fit e vegetariano e ainda poder conhecer o charmoso espaço totalmente repaginado e   conferir nossa griffe que esta um show!

Vinicola Terrassos

Na estrada de Amparo – Itapira, Rod. SP 352, km 137 – Amparo

19 97444094

www.terrassos.com.br

@terrassosvinicola

@drifacure_bistro_maosdaterra

Av. Dr. Manoel Afonso Ferreira, 136 – Campinas

19 981434427

 

Maria da Fé – MG #lugarzinhos

Quem diria que os mineiros teriam destaque na produção do azeite. Pois o clima frio e a altitude da Serra da Mantiqueira estão proporcionando, no Sul de Minas Gerais, a extração de um dos melhores azeites do Brasil.

 Mais de 700 mil pés de oliveiras, de diferentes espécies, fizeram dessa região nos últimos seis anos uma das mais procuradas pelos turistas e investidores, e a colocou no mapa como a “toscana brasileira” do azeite.

São azeites de oliva com baixíssima acidez e quanto mais novo, mais expressivas são as características de aroma e sabor, além das propriedades que são benéficas a saúde.

Municípios como Maria da Fé despontam como grandes produtores de azeite de qualidade no sul mineiro. Cidade  considerada a mais fria do estado, foi a pioneira na extração do primeiro azeite extravirgem e foi isto que me levou até este lugarzinho no outono passado.

Entrando na cidade já se pode observar, na praça Getúlio Vargas, as oliveiras plantadas em 1947  no centro daquela cidade e que provocam um encanto e fascínio.

Alí o tempo passa lentamente, como em cidades pequenas- a população é em torno de 15.000 habitantes. Ao sol o tempo é fresco, mas é só se chegar na sombra e já queremos um agasalho. A paisagem é de deslumbre total uma vez que a cidade esta a mais de 1.000m de altude e a maior parte é revelo.

 O turismo ainda é o rural e pode-se optar por passeios a cavalo e comida feita no fogão a lenha.

A cidade também possui um Centro Cultural, onde estão disponíveis informações históricas e turísticas sobre o município e também a Casa do Artesão, um espaço criado para a exposição de trabalhos de artesanato da cidade.

Formações rochosas compõe a paisagem e são utilizadas para calçar as ruas, revestir as casas e modelar de peças de artesanato e decoração.

Possui várias nascentes nos bairros da Grota, Marmeleiro, Tijuco Preto, Campo Redondo, Alecrim, EPAMIG, Pomária e outros. O Ribeirão Cambuí atravessa a sede e também os bairros São João e Coitos. Durante o seu percurso possui algumas cachoeiras, sendo a mais notável a do Véu de Noiva.

Maria da Fé vale o passeio, compre um azeite premiado e uma muda de oliveira como lembrança do local.

Pousada Vale das Águas

R. Nilza Pereira Costa, 185, Maria da Fé – MG, 37517-000 (35) 99202-7264