Vinho em qualquer estação #winetips

A novidade desta semana é que meu querido amigo José Lúcio Natali da Enoteca Decanter Campinas, aceitou meu convite para nos brindar com dicas periódicas sobre vinhos, que carinhosamente iremos referenciar como #winetips, e olha só a primeira!

“Oito entre dez apreciadores de vinhos italianos que programam um passeio incluindo vinícolas e castelos (quase sempre juntos) passamalguns dias na linda Toscana, onde são produzidos os deliciosos chiantis e os apreciados montalcinos. 47b799_45c95105cbe04e6baed788a817aec9bd-mv2

Pois hoje vou sugerir que você amplie seus horizontes e passe alguns dias na Lombardia, no norte da Itália, terra das uvas barbera e nebiolo. Lá você encontra os maravilhosos vinhos Barolo, harmonização perfeita com “tagliolini freschi al tartufo bianco”.

Vale a pena destacar a ARPEPE, da família Pelizzatti Perego, cujos vinhos mostram quão sensacional pode ser um grande Nebbiolo de montanha. O Rocce Rosso entrou na lista dos 100 maiores vinhos do mundo do Sommelier Luca Gardini. O Vigna Regina conquistou nota máxima (5 grappoli) do guia Bibenda e 92 pontos no Vinous de Antonio Galloni.

Estes e outros vinhos você encontra na Decanter – Gramado Mall, que além de boas garrafas serve taças para seu happy hour de segunda a sábado.

Aliás, nossa recomendação é para você variar sempre, mudando de região a cada viagem. Afinal, em vinhos, contrariamente ao amor, a infidelidade é fundamental.”

Enoteca Decanter Campinas

Alameda dos Vidoeiros, 455 – Bairro das Palmeiras, Campinas – SP, 13101-680
Telefone: (19) 3295-1994

 

1º Encontro na Rota dos Vinhos

Hotel Blue Tree Valinhos sedia 1º Encontro na Rota dos Vinhos
O evento vai colocar em pauta o enoturismo como ponte para outras culturas
Das narrativas bíblicas aos realities shows de culinária, os vinhos acompanham a evolução econômica de diversas civilizações. No Brasil, o vinho têm conquistado cada vez mais as taças dos consumidores. Acompanhando esse movimento, o 1º Encontro na Rota dos Vinhos será promovido dia 28 de setembro, quarta-feira, às 19h, no Hotel Blue downloadTree Valinhos.
A abertura do evento será conduzida pela empresária da Essenza Consultoria e Eventos, Claudia Bortolleto.
“Nós percebemos que o perfil do apreciador de vinhos é tão diversificado quanto os rótulos. Por isso, trouxemos a palestra da sommelière para apresentar algumas particularidades dos vinhos de Mendoza”, explica Claudia. Ela acrescenta que a Barbarela Turismo é especializada em enoturismo e vai compartilhar a experiência de levar turistas brasileiros para conhecer Mendoza.
De acordo com a proprietária da Barbarela Turismo, Renata Serrano, a proximidade e a isenção de tributos graças aos Mercosul não só abrem as portas para os vinhos argentinos, como também atrai turistas brasileiros. Atentos a essa rota, os organizadores do 1º Encontro na Rota dos Vinhos escolheram Mendoza para estrear o calendário de eventos, cuja proposta é apresentar aos brasileiros desde a produção dos vinhos aos hábitos culturais e gastronômicos de uma região. “O enoturismo tem muito potencial justamente por mobilizar outros pilares culturais, como a gastronomia. Isso não diz respeito somente aos restaurantes. Os produtores de queijos e embutidos, por exemplo, entram nos roteiros de viagens, proporcionando excelentes harmonizações”, explica Renata.
A sommelière e proprietária da BrancoTinto Wine Store, Josi Pieri, vai conduzir uma apresentação sobre “Mendoza – Capital do Vinho Argentino”. “Nossa proposta com o evento é trazer conhecimentos sobre os vinhos argentinos, mostrando aos participantes outros aspectos da cultura local capazes de enriquecer a experiência”, comenta Josi. De acordo com ela, a região tem produtores como Bodega Trivento, Catena, Norton, Lagarde, Weinert, Trapiche, Finca Flichman, com os quais os brasileiros estão familiarizados e querem conhecê-las in loco, além de outras vinícolas que atendem o mercado argentino e que proporcionam novas experiências.
Como a Bodega Trivento, braço argentino da vinícola Concha y Toro, é conhecida pelos brasileiros apreciadores de vinho, ela terá uma apresentação exclusiva e que será conduzida pelo argentino Martin Garcia Pomilio. A Trivento se converteu na marca argentina de vinhos de maior cobertura internacional posicionando a empresa entre as exportadoras mais destacadas da Argentina. Seus vinhedos possuem estrutura para receber visitantes do mundo todo, em busca de degustação e aprendizado sobre o universo dos vinhos.
Consumo de vinhos no Brasil
O reconhecimento da produção nacional com 83,7 mil hectares área de produção vitivinícola, com mais de 1,1 mil vinícolas, e a importação de rótulos compatíveis com diferentes bolsos e gostos não param de conquistar o consumidor brasileiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Vinho (IBRAVIN), o país se consolidou como o quinto maior produtor da bebida no Hemisfério Sul, em 2015.  Nesse mesmo ano, a importação de vinhos e espumantes ultrapassou os 80 milhões de litros. A Argentina ganhou destaque como o segundo país de origem das importações.
Serviços:
Data: 28/09 (quarta-feira)
Horário: 19h às 21h
Local: Hotel Blue Tree Valinhos (Avenida Invernada, 3237, Valinhos)
Programação:
19h – Recepção com coquetel e degustação de vinhos

20h – Apresentação Essenza, por Claudia Bortolleto

20h10 – Apresentação Barbarela Turismo, por Renata Serrano

20h20 – Apresentação “Mendoza – Capital do Vinho Argentino”, por Josi Pieri

20h40 – Apresentação Bodega Trivento por Martin Garcia Pomilio

21h – Sorteios

21h15 – Encerramento

Investimento:
R$ 70,00 até dia 20/09
R$ 90,00 até dia 28/09
Inclui coquetel com degustação, palestra e sorteios.
Compra pela internet: http://goo.gl/k9Jsry
Pontos de Venda:
Valinhos
Posè Depilação Expressa (Avenida Invernada, 1641)
 Beleza HD (Rua Itália, 513)
 Vinhedo
Empório Sta. Edwiges ( Avenida dos Imigrantes, 327 – loja 02)
Boutique do Vinho (Avenida Independência, 5538 – sala 3)
Campinas
Adega Abadesco (Avenida José Bonifácio, 2120)
Gráfica Copyway (Rua Santos Dumont, 165)
Indaiatuba
BRANCOTINTO
Rua Armando Salles de Oliveira 1.321, Cidade Nova
Mais informações:
Claudia Bortolleto
cel. (19) 99215-5525 / contato@essenzaconsultoria.com.br
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Sommelier Nº 1 do Brasil

Em 2015 em um dos jantares harmonizados que promovi, ainda como 4 Friends,   tive o imenso prazer de conhecer o querido DIEGO ARREBOLA, nada mais ada menos que o sommelier número 01 do Brasil. Diego-Arrebola

O jantar foi realizado no Daitan e o desafio era harmonizar vinho e comida japonesa.

Dono de uma simpatia que encanta, diante de tanto conhecimento, o que o torna para mim um ídolo, como apreciadora de vinhos que sou.

Pedi a ele um material para a estréia do meu blog e gostaria que vocês vissem como uma pessoa com verdadeiro conhecimento consegue expressar de forma acessível o seu parecer.

Segue na íntegra sua opinião sobre os vinhos produzidos no estado de São Paulo, pois grandes descobertas estão bem aqui , ao nosso lado .

“Se falamos em vinho brasileiro, a região que vem à mente, automaticamente, é a Serra Gaúcha, correto?” Afinal, todos temos o Rio Grande do Sul como nossa principal referência na produção de vinhos, desde os simplórios vinhos de garrafão, até os melhores vinhos finos. A proeminência da região Sul deve-se, sobretudo, ao influxo de imigrantes de origem europeia, que ali se instalaram no século XIX, e trouxeram consigo seus hábitos culturais, que incluíam o consumo do vinho.

E essa é a versão predominante que você ouvirá ao solicitar a quem quer que seja um breve resumo da história do vinho brasileiro. Mas você sabia que nosso primeiro vinhedo foi plantado em… São Paulo?! Em São Vicente, para ser mais preciso, lá nos primeiros anos de nossa nação em 1532. Assim como os colonos do século XIX, os primeiros europeus que aqui se estabeleceram também tentaram trazer consigo seus hábitos, mas não foram bem-sucedidos, principalmente por conta dos aspectos climáticos, que eram, e ainda são, pouco favoráveis a produção de vinhos finos.

Naquele primeiro momento, a tentativa foi de implantar videiras europeias, que são as que produzem os vinhos finos, as variedades que vemos nos rótulos, como Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay. Em tempo, observou-se a possibilidade de plantar, com sucesso, uvas de mesa, variedades menos adequadas a produção de vinhos, e que normalmente são consumidas in natura, mas que são também utilizadas na produção de vinhos simples de mesa, nossos conhecidos vinhos de garrafão. Com isso, o que cresceu no estado de São Paulo foi a produção de vinhos de mesa, com o estabelecimento de polos de produção em diversas cidades entre Vinhedo e São Roque.

Daí até bem pouco tempo a história foi praticamente a mesma, com ciclos de produção maior ou menor de vinhos de baixa qualidade e baixo custo, até anos recentes, quando tecnologia, estudo e investimento começam a colocar São Paulo no mapa dos vinhos finos brasileiros. Hoje temos várias vinícolas plantando novamente uvas viníferas, e produzindo vinhos de alta qualidade. O segredo, para a maioria delas, é a reversão do ciclo da videira.

Explico, normalmente, as videiras entram em dormência no inverno, em zonas mais frias, e produzem uvas entre o final do verão e o início do outono. Ocorre que em São Paulo esse é um período chuvoso, o que prejudica a produção de uvas de alta qualidade, então, recorrendo a uma variedade de técnicas agrícolas, os produtores revertem esse ciclo, levando a produção para o inverno, quanto temos pouca, ou nenhuma chuva, além de noites mais frescas.

Hoje já são muitos os produtores de destaque em São Paulo, com seus vinhos recebendo importantes reconhecimentos. A Góes, tradicional produtor de São Roque, tem no mercado o Tempos Cabernet Franc Philosophia, cuja amostra ainda em barricas venceu a Avaliação Nacional de Vinhos como melhor Cabernet Franc em 2014, desbancando tradicionais produtores de todo o país, enquanto a Casa Verrone, com vinhedos em Divinolândia, acabou de ser premiada com seu Chardonnay, reconhecido como o melhor do país na Grande Prova de Vinhos do brasil, organizada pelo jornalista Marcelo Copello, isso para citar dois exemplos.

Mas talvez o maior caso de sucesso dos vinhos paulistas seja a Guaspari, de Espírito Santo do Pinhal. Com instalações modernas, uma equipe enológica de primeira linha e a consultoria de um enólogo americano, a Guaspari vem conquistando reconhecimentos dos mais importantes, como a inédita medalha de ouro no Decanter World Wine Awards, respeitada premiação da revista britânica, além de repetidos elogios de experientes degustadores e jornalistas. A amostra definitiva de que, com dedicação e investimento, nosso solo pode sim produzir grandes vinhos.

Importante também manter os olhos abertos para tantas outras vinícolas por aqui, como a Entre Vilas, em São Bento do Sapucaí, ou a Terrassos, em Amparo. Novidades não devem faltar no mercado em um futuro próximo, e seguramente teremos, em breve, uma cara nova para o vinho paulista.

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Casa Geraldo #lugarzinhos

Conhecer novos sabores e passear na região. Quem gosta, vai se lembrar de um dos primeiros posts no blog, sobre os vinhos do estado de São Paulo, região sudeste, cujo cenário vem apresentando mudanças significativas nos últimos anos, graças ao método da colheita invertida, ou seja, a utilização de mudas desenvolvidas para colheita no inverno. 4

Na ocasião, falei sobre uma vinícola em Amparo, mas desta vez vamos até Andradas – MG, a Vinícola Casa Geraldo.
A família Marcon imigrou para o Brasil por volta de 1891 vinda de Vicenza (Itália), se estabelecendo em Andradas. O bisavô dos atuais proprietários foi um dos precursores do cultivo da vinha e produção de vinho na região.
A produção do vinho, a princípio, era destinada à venda a granel. Foi apenas em 1969 que a vinícola começou a engarrafar com um rótulo próprio surgindo, então, a Campino – linha de vinhos de mesa ou vinho de colono.

A partir de 2001, com o início da produção de vinhos finos, foi criada a Casa Geraldo, que conta hoje com mais de 20 rótulos diferentes.

A vinícola possui uma parceria com a EPAMIG para pesquisas e desenvolvimento de mudas para a colheita de inverno. Hoje, são produzidos vinhos com as cepas Shiraz e Sauvignon Blanc. Em paralelo, encontra-se em teste, com bons resultados até aqui, o uso da Cabernet Sauvignon e Merlot. Mesmos com baixos investimentos em divulgação, a empresa vem conquistando importantes prêmios.

Em suas instalações a Casa Geraldo abriga um complexo voltado ao enoturismo, que inclui visitações ao processo de produção, wine bar, restaurante e uma adega voltada à venda de seus produtos.

A vinícola possui sala de degustação, bar e restaurante e você também pode fazer o enoturismo .
Fazenda São Geraldo – Bairro Jaguari – Andradas – MG
Sábado e Domingo das 09:00h as 17:30h
Restaurante e almoço
villacampino@casageraldo.com.br